Semiótica, o que é?




Foi-me pedido, diversas vezes, para explicar o que era a Semiótica, tanto para trabalhos como para interpretação dos dias de hoje, assim sendo vos trago o significado da Semiótica, como foi criado e como pode ser visto hoje em dia, até porque as marcas usam o desenho/imagem acima, assim como nós no dia-a-dia às vezes temos e vemos símbolos e nem sabemos o significado deles, contudo há pessoas que tatuam coisas e objectos e símbolos, sem saber o significado por detrás, mas como está na moda...



A Semiótica vem do grego semeiotikos (sēmeiōtikos), que no fundo pode querer dizer linguagem ou técnica dos sinais. É a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenómenos culturais como se fosse um sistema 'sígnico', ou seja, sistemas de significação.
Quer a palavra "signos" e "semiose" vem da mesma palavra grega semeion (sēmeion). 
As várias áreas onde pode haver um sistema sígnico deste tipo de linguagem são: Artes visuais, Religião, Ciência, Gestos, Vestuário, Culinária, Música, Fotografia, Cinema, Teatro, Expressões faciais, Reacções...

A semiose foi um termo introduzido por Charles Sanders Peirce para designar o processo de significação de produção de significados.

Charles - O Homem significa tudo que o cerca numa concepção triádica (primeiridade, secundidade e terceiridade)

Primeiridade - Qualidade da consciência imediata é uma impressão. Mas algo que não é analisável, sendo algo ainda frágil. Por exemplo o sentimento de qualidade, é algo que dá um toque à matiz da nossa consciência.

Secundidade - Trata-se da existência de algo, factos, ou até obstáculos, não se trata de fantasias. O estarmos vivos, significa que estamos numa relação de existência com o mundo.

Terceiridade - É a experiência da qualidade a nível de distinção, a própria liberdade. É a maneira como vemos e interpretamos o mundo.

Para Charles há três tipos de signos:
O ícone;
O índice;
O símbolo;

Ícone - Mantém uma relaxão de proximidade sensorial ou até emotiva entre o signo e o objecto dinâmico em si. Possui caracteres que existem do próprio objecto.
Pinturas, fotografias, desenhos de bonecos, são exemplos comuns. Como por exemplo os bonecos que existem para distinguir nas casas de banho se é de Homem ou Mulher.

Índice - Parte representada de um todo anteriormente adquirido pela experiência subjectiva ou pela herança cultural. Onde há fumaça, logo há fogo (exemplo). Ou seja apartir de um indício ou começo tiramos conclusões.

Símbolo - A maneira de tentar dar a outro entender o que este quer que o outro interprete, ou seja cria-se um signo que se refere a um objecto e esse objecto será interpretado ou entendido da maneira com o propósito ao qual foi criado, desde que a mensagem seja bem transmitida.


Um exemplo simples de entendimento por exemplo nas artes ou no cinema é preciso escolhas e decisões do que desenhar ou fazer, no caso do cinema terá que haver uma relação entre imagem e som, na arte terá que haver uma relação entre a imaginação e aquilo que se vê.


A cultura é um sistema semiótico, um sistema de textos e desse mesmo um sistema perceptivo onde se armazena e divulga informação. E como os processos perceptivos são inseparáveis da memória na estrutura de um todo, ou num texto manifesta-se a orientação será para um determinado tipo de memória. Não uma memória individual mas sim uma memória colectiva.

Para a semiótica, a cultura trata-se de um conjunto de informações não-hereditárias que são armazenadas e transmitidas por um determinado grupo.


Hoje em dia os brandings, as marcas, as patentes, os slogans e tantas outras campanhas de Marketing e subgéneros deste, beberam sabendo ou sem saber, dos estudos de Charles Sanders Peirce, ou seja da Semiótica das coisas, dos objectos, para interpretação, e num mundo que consome bastante daquilo que vê, se pelo menos soubessem o que está por detrás daquilo que nos chega às mãos, seria interessante.



Espero ter sido claro e objectivo, contudo disponham se existirem dúvidas ou questões.

Um Bem-Haja!

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