A Cultura de Ler Livros vs Dias de Hoje


Um texto inteiramente dedicado a quem lê livros, embora também quem não goste de ler e venha a gostar, é bem-vindo(a) a ler o que se segue.

Nem sempre a vertente de ler livros, nasce com cada um de nós, há sim quem goste de ler, desde que se conhece, como há quem apenas mais tarde, ganhe um certo gosto pela leitura, seja de diversas áreas, como também há a vertente de quem escreve livros, que deseja dar a quem os lê, também a forma como pode ver o mundo, ou como gostaria que fosse visto, ou simplesmente deseja partilhar conhecimento, cultura, fantasias, entre outras tantas formas de escrita, no meu caso tenho gosto de escrever, assim como de ler, a da escrita nasceu cedo a da leitura nasceu tarde, embora a da escrita tenha nascido mais cedo, em concreto apenas em 2016 passei para a edição e publicação do primeiro livro, sendo o primeiro livro - Poesias de Luís - Volume I, pode parecer egocêntrico, contudo são mesmo poesias minhas, foi o primeiro nome que surgiu, sempre preferi desenvolver o conteúdo e teor do livro, assim como a sua organização, juntando a edição da capa e o seu design, já os títulos, até têm sido curiosos, alguns com ajuda, outros simplesmente uma mini epifania, já a leitura, apesar de ter estudado e lido diversos livros, nem sempre tinha interesse na leitura, até por ser imposição de professores e não algo de liberdade e escolha própria, actualmente já li, certamente, mais de 100 livros, alguns que me custam chegar ao fim, outros são tão simples de ler, outros até consigo sentir-me na narração, e ainda outros que sinto, que penso da mesma forma e escrevo de forma semelhante.

Comparar épocas, pode ser sempre um erro de principiante, e nunca se chegará a um consenso, de quem tem razão ou não, vivemos sim numa era de fragmentação da informação, onde não interessa se o que é transmitido tem veracidade, se é para ofender a integridade de outrem, se as fontes retiradas para a divulgação de tal informação, é fidedigna, e assim se conclui que há muitos livros, muita informação, muita notícia, que não tem qualquer interesse, se antigamente tinha de haver estudo, se tinha de haver investigação, se tinha de haver conhecimento, para ser partilhado, cada vez menos é necessário, e cada vez mais se vai perdendo esse teor, qualquer um hoje em dia, é especialista de tudo e mais alguma coisa, todos dizem coisas para o ar, se é verdade ou não, é irrelevante, já a população acreditou e consumiu, da mesma maneira, que cada vez mais há escritores, nada contra isso, é bom até para tentar trazer mais pessoas a lerem, mas serão todos esses escritores fontes iluminadas da literatura? Trazem cultura?

O ler, também implica que dificilmente vamos entender 100% do que nos foi transmitido, por cada autor(a), talvez seja, por esse motivo que muitos para se diversificarem, tentam inventar algo novo, sejamos honestos, não há nada de novo, é apenas um recalcar de ideias, de algo que outrora foi criado, o que varia é a mistura das palavras, assim como a imaginação, por vezes, temas sem interesse, como um Ovo, passam a ser um fenómeno, o que me leva a ponderar, se a sociedade, está assim tão degradada quanto isso...

Mas enquanto autor, escritor e leitor, vos partilho que há um maior prazer em ler os pensamentos de cada um, podendo aprender algo diferente, tendo novos conhecimentos, absorvendo ideias, aumentando a inteligência, sempre que se lê um livro, onde não interessa o começo do aguçar de apetite, mas antes no final da leitura, saber que daquele livro, obteve algo agradável.

Termino com o simples pensamento de que muitas vezes fazemos melhor figura a escrever do que a falar, do mesmo modo que há coisas que podemos dizer, que não podem ser escritas, acrescentando ainda que vivemos numa sociedade que deturpa em prol da sua conveniência e de quem manda na mente do deturpador.

Um Bem-Haja!

Luís Costa

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